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1ª CONFERÊNCIA FÍSICA DO PROJETO MACABÉA – 19/12 em São Paulo

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 Esq. p/ dir – Caio Gracco, Paulo DAuria, Marcelo Ferrari e Prefeito

A 1ª CONFERÊNCIA FÍSICA DO PROJETO MACABÉA, realizada em Sampa nessa última quarta, dia 19 às 20:30h e gentilmente sediada pelo novo macabeu Clayton Melo,  em seu delicioso apartamento foi um sucesso em todos os sentidos. Com organização da sucursal de São Paulo o evento marcou o 1º encontro fora da tela do computador pra uma discussão de trabalho e metas.

Regada a salgadinhos, cerveja da Ivete e cerejas do DAuria (me empanturrei). Penso que foi um reencontro DE GENTE que não se conhecia só pessoalmente, já que todos se sentiram como se se conhecessem há anos… a sensação de ver Marcelo Ferrari, Karla Jacobina, Paulo DAuria, Caio Gracco, Márcio Dal Rio, o Prefeito e Clayton, juntos, empolgados e discutindo planos, projetos e atitudes filosóficas, comportamentais, psicossociais, artísticas, contra-culturais e mercadológicas foi no mínimo engrandecedor.  Não estiveram presentes Marco Vergotti, Flávia Trigo, Paulo Castro e Vivien Morgato.

  

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André Jerico, Clayton Melo e Caio Gracco

 

Fui verdadeiramente sabatinado pelos presentes no que diz respeito à essência, fundamento, objetivos e projetos futuros do Macabéa. Senti que todos queriam saber de onde surgiu a idéia que nos uniu e irmanou, pra que e porque ela veio ao mundo. Marcelo Ferrari analisou que sentia o Macabéa como uma Tropicália, com cara de um movimento novo e com efervescência natural… 

…A discussão maior, levantada por todos, mas pontuada com propriedade por Marcelo Ferrari e Clayton Melo foi a da identidade visual Trapiches. Como esse Jerico deixou claro que é parte do Projeto a nossa apresentação física no lançamento da Trapiches em 6 cidades (Recife, São Paulo, BH, Salvador, Brasilia e Porto Alegre), bem como, em escolas, centros culturais, através de palestras, entrevistas, etc… Logo as idéias foram surgindo, acolhendo a proposta de Renato César do uso da ferramenta áudio-visual com maior abrangência (discutido em reunião virtual com Gabriela Yu).

 

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Karla Jacobina, Jerico, Clayton, Caio, DAuria e Ferrari

Entre as diversas idéias as que tomaram maior corpo foram entrevistas em locais doidos como: banheiros, ônibus apertado, covas de cemitério, na Av. Paulista sentados em cadeiras de praia, etc. As entrevistas seriam sobre temas como: “O que vc acha da arte no Brasil hj?” Falamos também de produção literária, de possíveis publicações, parcerias, do CAIS (cooperativa de blogs) e dezenas de outras coisas que devem ser discutidas em conferência com todos.  

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Clayton, Caio e Karla Jacobina

 Marcelo Ferrari ponderou sobre a necessidade de buscar um produtor cultural de peso, ou pelo menos com experiência para nos assessorar.Todos concordaram.  Marcelo tem um nome que me será enviado. Foram muitas coisas importantes, em mais de 4 horas de conversa, e como esqueci minha filmadora não consigo lembrar-me de tudo… Agradeço mais uma vez pela acolhida carinhosa e pelo sucesso da reunião que CERTAMENTE mudará os rumos do Projeto.

HOJE, DIA 26/12, ACONTECERÁ A 2ª CONFERÊNCIA FÍSICA  DO PROJETO, NA LINDA BELO HORIZONTE. ORGANIZAÇÃO DA SUCURSAL MINAS.

E aguardem a revista Trapiches em fevereiro pipocando na tela de seu computador.

André Oliveira, o Jerico
Coordenador do Projeto

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Publicado por em dezembro 26, 2007 em conferencia, são paulo

 

TRAPICHES, O POEMA por Paulo DAuria

Abraço a todos!

Trapiches trapézios entre a terra e o mar, Linha de pescar trapizongas no cosmo, Cosmopolita zurrar, Zorra no cosmódromo, Pó de estrelas, Pó de arroz, Cais do caos.

 

Tra-pixote chupando picolé,

Cabloco coçando o pé,

Folk-lore,

Urbs-lore,

Urblore.

Piracema tra-pirética,

Pororoca tra-pirática à beira do ar,

À beira do espaço sider-all.

 

Atracadouro,

Atraca ouro,

Atraca all,

All q mia,

Que late,

Que ruge,

Q-bom,

Q-boa,

Q-suco,

Garapa no quilombo,

Batucada na congada,

Jegue na jangada,

Mula desempacada.

Balaio de mico-leão listrado, de gato, de cão vira-lata na raça.

 

Abracadabra,

Farol que surge tra-pichando mil mega píxels no muro das idéias, Ar-chote, xote, xaxado, Achado.

 

Armazém, arma-cem,

Dispensa indispensável,

Trampolim fígado e rins,

Swimming pool cérebro e vísceras,

Maníaco do parque com Jack the Ripper,

Brainstorming com Bram Stoker

Destrinchando,

Reliquidificando,

Canibalizando,

Regurgitando

Engenho e arte.

Caldeirada do diabo,

Botocuda na caruda,

Mungunzá com quiabo.

A canção que Maria oferece a João.

 

Colcha de retalhos,

Filha de Macabéa com Jerico,

Diga ao povo que fico.

 

Você já leu a Trapiches, nego?

Não?

Então lê!

 

Paulo DAuria

http://paulodauria.zip.net/

 
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Publicado por em dezembro 22, 2007 em poema, poesia, trapiches

 

LANÇAMENTO DE BRUNO BRUM NO SUL DE MINAS É O PRIMEIRO EVENTO DO PROJETO MACABÉA

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Artista de Belo Horizonte, Bruno Brum, sobrinho do nosso macabeu Alan Marques , virá a Monte Santo de Minas-MG para o lançamento de seu livro, que será o primeiro evento realizado pelo Projeto Macabéa. Monte Santo é onde esse Jerico reside, onde foi arquitetado e elaborado todo o Projeto Macabéa.

Bruno diz no blog-release do livro (http://cada07.blogspot.com/):

Publicado em novembro de 2007, Cada é meu segundo livro. São ao todo trinta poemas, nos quais procurei explorar mais a fundo as possibilidades do verso: música, imagem, pensamento. Um livro em que o elemento ritmo assume fundamental importância. Também assino o projeto gráfico, que conta com ilustrações elaboradas a partir dos desenhos do anatomista espanhol Juan Valverde de Amusco (1525-1564) e tipografia neo-humanista desenhada por Hermann Zapf, compondo um conceito visual pautado pela tensão entre o que se atualiza e o que se repete, entre continuidade e ruptura: Cada. O livro foi editado em parceria com o LIRA (Laboratório Interartes Ricardo Aleixo), uma incubadora de projetos artísticos e culturais que, além da atuação editorial, também concentra as atividades didáticas, de pesquisa e criação de seu idealizador.

Ana Elisa Ribeiro, publicou isso no Caderno Pensar no jornal ESTADO DE MINAS:

Biscoitos finos de Bruno Brum

[Texto publicado no dia 01/12/2007,

no Caderno Pensar, do jornal Estado de Minas]

por Ana Elisa Ribeiro
 

Bruno Brum nasceu em Belo Horizonte, bem no começo da década de 1980. Essa é uma das razões pelas quais ele pode ser considerado representante de uma geração de poetas novos. Não apenas jovens e nem apenas genuinamente belo-horizontinos, mas experimentadores das facilidades digitais e leitores de umas tantas safras de outros poetas. Bruno Brum é novo não apenas porque conta poucas décadas de idade, mas principalmente porque consegue renovar, com sutileza e eficácia, a poesia feita em Minas.
Há poucos dias, um grupo de escritores discutia quem são os novos (e jovens) romancistas mineiros. A questão é embaraçosa até para os bem informados plantonistas da cena literária. Se existir algum, dizia a atrevida roteirista, ainda não conheci. Quando se perguntavam por uma nova geração, certamente queriam dizer representantes que passaram os anos 1990 às voltas com computadores e literatura. Já o caso da poesia é bem outro. Há não apenas poetas revigoradores, mas também agitadores de um cenário até bem pouco acostumado aos mesmos nomes.
Mesmo entre os mais jovens, Bruno Brum desafina o coro e cria timbres muito particulares. O poeta faz o mais difícil de tudo: escrever de forma personalíssima a ponto de um texto seu poder ser reconhecido como só seu. Não apenas atravessado pela referência honrosa de fulano ou sicrano; nem porque tem este ou aquele acorde do poeta mais lido das suas prateleiras, mas porque já conseguiu, ainda no segundo livro, deixar no papel pistas inequívocas de sua autoria.
No primeiro livro, Mínima idéia, Bruno Brum brinca, talvez, mais com as imagens do que propriamente com as palavras. Autor dos textos e do projeto gráfico, conseguiu como resultado um livro cheio de detalhes tipográficos e arranjos de páginas. Naquela experiência de leitura, era possível arriscar que Bruno tivesse lido demais os concretistas de São Paulo ou escrito seus poemas todos à sombra de algum poeta meio artista gráfico. E são muitos, e talentosos. Mas neste Cada, que Bruno lança pelo selo Lira, o Laboratório Interartes Ricardo Aleixo, os poemas estão mais espaçosos do que os jogos de diagramação.

É comum encontrar uma página inteira dedicada a uma estrofe, quase um haikai, não fosse o jeito insolente dos versos. Para ter alguma mínima idéia da amplitude da poesia de Brum, as epígrafes vão de Chacal a Horácio, necessariamente nessa ordem. A seleção de textos e a seqüência em que eles estão dispostos não deixam dúvidas: trata-se de um livro editado, não apenas de um amontoado de liras sobrepostas, à espera de qualquer efeito de sentido.
Ímãs
Não há partes ou capítulos. Os poemas vêm meio avoados, parecendo colados com ímãs. Os primeiros versos são quase cálculos: “Da esquerda para a direita/ o primeiro está entre/ o zero e o um”, bem ao modo booleano de quem trabalha com editoração eletrônica. Mas os zeros e uns de Bruno Brum são sempre positivos. A pequena série “Os ursinhos cabulosos” merece menção especial. Não se parece com mais nada. Rebeca, a lesma lésbica, é narrada por um eu lírico lesmoliso. “Pensombra” é imagem sem precisar brincar com fontes e cores: “sempre que reparo/ minha sombra/ me ultrapassa/ se amarrota/ no entanto/ se a assopro”. Não resta dúvida de que o poeta faz galhofa até com a própria sombra. E se finge de triste, vez ou outra, como se numa levada levemente Pessoa: “Onde você estava no dia onze de agosto de mil/ novecentos e trinta e quatro?”. Será que ele quer mesmo resposta? Ou é poeta à procura da provocação?
Em 48 páginas, em formato quase de bolso, Bruno Brum deixa a “mínima idéia” no passado e faz de Cada um belo mostruário de poemas inteligentes, biscoitos finos de fato, sem ambigüidade.

[Ana Elisa Ribeiro é poeta e professora do Cefet-MG. Publicou Poesinha (1997) e Perversa (2003). É cronista do site Digestivo Cultural]
 

Aproveite pra conhecer além da bela obra de Bruno, o carnaval dessa gostosa cidade do sudoeste mineiro, conhecer também a raiz do Projeto Macabéa.

Conheça o SABOR GRAXA de Bruno!

Informações pelo e-mail andre@ideiadejerico.com
Fone: 35 9131.6777 ou 35 3591.4293 

Cada, 48 páginas, 12 x 18cm, brochura, em papel Pólen Bold (miolo) e Reciclato (capa).
Valor: R$15,00 (despesas de envio já incluídas).
Pedidos apenas pelo e-mail: bn.brum@gmail.com

 
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Publicado por em dezembro 17, 2007 em bruno brum, cada, evento, macabea

 

RETRATO DO ARTISTA COMO CELEBRIDADE – Parte 1

O querido Clóvis Campelo, macabeu e colaborador em potencial lá da Cidade Poética do Recife, nos enviou esse artigo maravilhoso. Clóvis, acho que precisarei voltar pra essa terra que eu amo tanto pra coletar material pra revista e conhecer esse grupo da qual tenho orgulho de participar que é os POETAS INDEPENDENTES.

 

Beijo do Jerico e dos Macabeus

 

 

 

 

Paula Sibilia

 

Que um mal-estar afeta a arte contemporânea, isso todo o mundo já sabe, ou, no mínimo, que esta deveria sentir-se afetada, pois essa inquietação a vem assombrando a tempos. Mas esse incomôdo é até bem-vindo; o verdadeiro problema reside em ignorá-lo, fazendo de conta que tudo continua do mesmo jeito. Entretanto, pelos menos desde que Marcel Duchamp resolvera exporem um museu o agora famoso urinol por ele assinado, sacudindo os alicerces empoeirados da cultura burguesa, sabe-se que a arte já não é o que era – e talvez nem deva sê-lo.

 

Muita coisa se passou ao longo do último século, tanto dentro dos museus como fora deles. O curioso é que, após o desmoronamento do templo da Arte rematado pro aquelas vanguardas que já são históricas, e após todos os certificados de óbito concedidos ao Autor, ao Artista e aos Museus, o panorama da criação contemporânea que oferecem os meios de comunicação (e que o mercado entroniza) não podia ser mais sacralizador de todas essas pomposas figuras.

 

Assim, por exemplo, em meio a esse exército de mortos muito vivos, nestes alvores do século XXI, o britânico Damien Hirst ganhou o cetro do “artista vivo mais bem cotado do mundo”. O feito ocorreu quando uma de suas instalações de remédios coloridos se converteu na obra maias cara de um autor não falecido.

 

Trata-se de uma peça integrante da série conceitual “Quatro Estações”, composta por dois pares de vitrines de aço inoxidável e vidro, repletas de pílulas de diversas cores que aludem a cada uma das estações do ano. Na obra correspondente à primavera, 6.136 comprimidos multicoloridos foram alinhados nas estantes com primorosa precisão geométrica. É precisamente essa instalação, confeccionada em 2002, que foi vendida por quase US$ 20 milhões em meados de 2007, marcando recordes históricos em um leilão da loja Sotheby’s.

 

Damien Hirst tem pouco mais de 40 anos de idade e pertence ao seleto grupo conhecido como “jovens artistas britânicos (YBA, pela sigla em inglês), que lidera a cena global há uma década, desde que o puiblicitário Charles Saatchi comprara todas suas obras e as expusera na Royal Academy de Londres.

 

Essa mostra escandalizou muita gente, ganhando o glamouroso rótulo de “shock art” para encher as sedentas fauces da mídia. Entre os chocados espectadores figurava o pitoresco prefeito de Nova York naqueles tempos, Rudolf Giuliani, que se manifestou energicamente contra a exibição. Assim, como um verme que foge orgulhoso da Grande Maçã, as obras atravessaram a ponte sobre o East River e foram expostas, com considerável sucesso, no Museu de Arte Moderna do Brooklyn.

 

O reluzente títuto de “artista vivo mais caro do mundo” não é uma surpresa, pois há vários anos que as peças assinadas por este autor atingem cifras estratosféricas. A fim de satisfazer a enorme demanda que suas obras despertam no mercado, Hirst administra uma equipe com mais de cem assistentes para a sua elaboração: um time composto não apenas de operários e artesãos, mas também de químicos, taxidermistas, biólogos e engenheiros. Ele raramente coloca as mãos na massa.

 

Comenta-se, inclusive, que não costuma visitar ateliês com muita frequência, apenas supervisiona tudo a partir de um elegante estúdio localizado no centro da capital britânica. A despeito das convulsões que essa produção industrializada poderia provocar na atribulada definição contemporânea da atividade artística, ele garante que o “importante é a idéia, não a sua execução”.

 
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Publicado por em dezembro 15, 2007 em Uncategorized

 

Novo logo do Macabéa

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Confeccionado pelo designer e ilustrador Marco Vergotti, o logo do Projeto Macabéa agradou a todos. Marco é também o autor do Projeto Visual e design de toda a Revista Trapiches que em fevereiro estará no ar.

 
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Publicado por em dezembro 11, 2007 em Uncategorized

 

Clóvis Campelo (da série “Inconfidências”)

O que buscam as pessoas ao se juntarem em grupos?

Talvez um lenitivo para a solidão. Talvez. Afinal, a solidão é fera, a solidão devora. E se ela faz nossos relógios caminharem lentos, causa descompassos em nossos corações. Aplacar a solidão, portanto, pode ser um dos requisitos que buscamos nos relacionamentos. Houve uma época em que a única coisa que nos interessava era a disposição para a alegria. A natureza nos era generosa. Havia espaço, água, areia, luz, tudo em abundância e nós tinhámos uma energia enorme para gastar. Os amigos eram parceiros lúdicos, ainda não havia revoluções a serem engendradas. Também naõ havia discriminações sociais. Ganhava respeito quem se destacasse nas habilidades intrínsecas. Lembro de verdadeiros comandantes que depois descambaram para a marginalidade, a exclusão. Não tiveram a sua maestria e exuberância reconhecidas pela sociedade. Os critérios eram outros.

Houve um outro tempo em que a constituição cósmica já não nos interessava da maneira como se apresentava. Tínhamos planos maiores e melhores para o mundo e nos juntávamos em grupos para subverter esse estado de coisas. Éramos conspiradores contra tudo e contra todos. Éramos santos guerreiros e o dragão da maldade não estava em nós, estava no mundo. O inferno eram os outros. Movidos por essas utopias, muitos foram impiedosamente massacrados, exterminados. Sangramos desnecessariamente sem entender que o mundo tem a sua própria lógica e que se autotransforma, torna-se mutante quando a si mesmo interessa isso.

Um belo dia, abandonamos todos os bandos, revolucionários ou não, e começamos a criar filhos, plantar árvores e escrever livros. Começamos, ser percerber, a percorrer um longo caminho para o futuro em busca da fartura e da simplicidade do passado, onde tão pouco nos bastava e satisfazia.

E nesse caminho de volta, de retorno à terra, ao equilíbrio edênico, reaprendemos a arte de conhecer e conviver com novas pessoas, outros bandos de retirantes em busca de si mesmo, da sua paz interior, do seu eu cósmico. 

Clóvis Campêlo (Recife-PE)
http://cloviscampelo.blogspot.com

 
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Publicado por em dezembro 8, 2007 em Uncategorized

 

O Trapiche

Trapiches é o nome de nossa e-magazine e gerou bastante polêmica e controvérsias a respeito de sua significação e da carga semântica desse signo linguístico.

A partir da votação que escolheu do nome da revista no meio de outras sugestões tão boa quanto o próprio Trapiches, os Macabeus e Macabéas se interessaram por esse nome tão sonoro, mas tão pouco conhecido apesar da importância histórica no desenvolvimento da cultura brasileira.

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Frans Post

Esse Jerico em especial se tornou um dos ávidos pesquisadores de trapiches (warehouses).

Nos séculos XVI, XVII e XVIII, tempo em que os costados das embarcações eram chapadas e conseguiam adentrar canais que alimentavam as cidades costeiras como Recife, Salvador, São Luis, Santos, etc, não existiam portos como os que vemos hoje. Existiam um certo tipo de depósito que beirava esses canais e que proporcionavam um fácil escoamento das especiarias desembarcadas das naus que atravessavam o Atlântico para abastecer a colônia.

Esse quase armazem, tinha um pier de madeira pequeno (trapiche) que possibilitava o descarregamento. Trapiche acabou sendo a designação desses atracadouros com um armazém para embarque e desembarque de mercadorias. Dos trapiches, as mercadorias eram rapidamente escoadas para as feiras e mercados públicos, ou revendidos alí mesmo.

Em Recife ainda se encontra até hoje vestígios dos Trapiches e a pouco tempo foi encontrado uma ruína subterrânea do que era no século XVI a passagem de escoamento de um Trapiche.

No suntuoso castelo do Instituto Ricardo Brennand (um exagero, diga-se de passagem), vê-se a bela exposição “Frans Post e o Brasil Holandês“. Nessa exposição, que esteve em novembro em São Paulo, patrocinada pela FIESP, Post retratou em suas obras a realidade do Brasil colônia holandesa com toda a riqueza cultural que essa passagem histórica deixou como legado para o nordeste desse país. A Curadora Bia Correa de Lago foi muito feliz na organização e produção da mostra. Em mais de três obras de Post, percebemos com clareza como era o embarque e desembarque das naus na Ilha do Recife através dos trapiches e como era feito o comércio mercantil.

Abaixo o Macabéa mostra trapiches pelo Brasil:

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Publicado por em dezembro 8, 2007 em Uncategorized