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RETRATO DO ARTISTA COMO CELEBRIDADE – Parte 1

O querido Clóvis Campelo, macabeu e colaborador em potencial lá da Cidade Poética do Recife, nos enviou esse artigo maravilhoso. Clóvis, acho que precisarei voltar pra essa terra que eu amo tanto pra coletar material pra revista e conhecer esse grupo da qual tenho orgulho de participar que é os POETAS INDEPENDENTES.

 

Beijo do Jerico e dos Macabeus

 

 

 

 

Paula Sibilia

 

Que um mal-estar afeta a arte contemporânea, isso todo o mundo já sabe, ou, no mínimo, que esta deveria sentir-se afetada, pois essa inquietação a vem assombrando a tempos. Mas esse incomôdo é até bem-vindo; o verdadeiro problema reside em ignorá-lo, fazendo de conta que tudo continua do mesmo jeito. Entretanto, pelos menos desde que Marcel Duchamp resolvera exporem um museu o agora famoso urinol por ele assinado, sacudindo os alicerces empoeirados da cultura burguesa, sabe-se que a arte já não é o que era – e talvez nem deva sê-lo.

 

Muita coisa se passou ao longo do último século, tanto dentro dos museus como fora deles. O curioso é que, após o desmoronamento do templo da Arte rematado pro aquelas vanguardas que já são históricas, e após todos os certificados de óbito concedidos ao Autor, ao Artista e aos Museus, o panorama da criação contemporânea que oferecem os meios de comunicação (e que o mercado entroniza) não podia ser mais sacralizador de todas essas pomposas figuras.

 

Assim, por exemplo, em meio a esse exército de mortos muito vivos, nestes alvores do século XXI, o britânico Damien Hirst ganhou o cetro do “artista vivo mais bem cotado do mundo”. O feito ocorreu quando uma de suas instalações de remédios coloridos se converteu na obra maias cara de um autor não falecido.

 

Trata-se de uma peça integrante da série conceitual “Quatro Estações”, composta por dois pares de vitrines de aço inoxidável e vidro, repletas de pílulas de diversas cores que aludem a cada uma das estações do ano. Na obra correspondente à primavera, 6.136 comprimidos multicoloridos foram alinhados nas estantes com primorosa precisão geométrica. É precisamente essa instalação, confeccionada em 2002, que foi vendida por quase US$ 20 milhões em meados de 2007, marcando recordes históricos em um leilão da loja Sotheby’s.

 

Damien Hirst tem pouco mais de 40 anos de idade e pertence ao seleto grupo conhecido como “jovens artistas britânicos (YBA, pela sigla em inglês), que lidera a cena global há uma década, desde que o puiblicitário Charles Saatchi comprara todas suas obras e as expusera na Royal Academy de Londres.

 

Essa mostra escandalizou muita gente, ganhando o glamouroso rótulo de “shock art” para encher as sedentas fauces da mídia. Entre os chocados espectadores figurava o pitoresco prefeito de Nova York naqueles tempos, Rudolf Giuliani, que se manifestou energicamente contra a exibição. Assim, como um verme que foge orgulhoso da Grande Maçã, as obras atravessaram a ponte sobre o East River e foram expostas, com considerável sucesso, no Museu de Arte Moderna do Brooklyn.

 

O reluzente títuto de “artista vivo mais caro do mundo” não é uma surpresa, pois há vários anos que as peças assinadas por este autor atingem cifras estratosféricas. A fim de satisfazer a enorme demanda que suas obras despertam no mercado, Hirst administra uma equipe com mais de cem assistentes para a sua elaboração: um time composto não apenas de operários e artesãos, mas também de químicos, taxidermistas, biólogos e engenheiros. Ele raramente coloca as mãos na massa.

 

Comenta-se, inclusive, que não costuma visitar ateliês com muita frequência, apenas supervisiona tudo a partir de um elegante estúdio localizado no centro da capital britânica. A despeito das convulsões que essa produção industrializada poderia provocar na atribulada definição contemporânea da atividade artística, ele garante que o “importante é a idéia, não a sua execução”.

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Publicado por em dezembro 15, 2007 em Uncategorized

 

Novo logo do Macabéa

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Confeccionado pelo designer e ilustrador Marco Vergotti, o logo do Projeto Macabéa agradou a todos. Marco é também o autor do Projeto Visual e design de toda a Revista Trapiches que em fevereiro estará no ar.

 
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Publicado por em dezembro 11, 2007 em Uncategorized

 

Clóvis Campelo (da série “Inconfidências”)

O que buscam as pessoas ao se juntarem em grupos?

Talvez um lenitivo para a solidão. Talvez. Afinal, a solidão é fera, a solidão devora. E se ela faz nossos relógios caminharem lentos, causa descompassos em nossos corações. Aplacar a solidão, portanto, pode ser um dos requisitos que buscamos nos relacionamentos. Houve uma época em que a única coisa que nos interessava era a disposição para a alegria. A natureza nos era generosa. Havia espaço, água, areia, luz, tudo em abundância e nós tinhámos uma energia enorme para gastar. Os amigos eram parceiros lúdicos, ainda não havia revoluções a serem engendradas. Também naõ havia discriminações sociais. Ganhava respeito quem se destacasse nas habilidades intrínsecas. Lembro de verdadeiros comandantes que depois descambaram para a marginalidade, a exclusão. Não tiveram a sua maestria e exuberância reconhecidas pela sociedade. Os critérios eram outros.

Houve um outro tempo em que a constituição cósmica já não nos interessava da maneira como se apresentava. Tínhamos planos maiores e melhores para o mundo e nos juntávamos em grupos para subverter esse estado de coisas. Éramos conspiradores contra tudo e contra todos. Éramos santos guerreiros e o dragão da maldade não estava em nós, estava no mundo. O inferno eram os outros. Movidos por essas utopias, muitos foram impiedosamente massacrados, exterminados. Sangramos desnecessariamente sem entender que o mundo tem a sua própria lógica e que se autotransforma, torna-se mutante quando a si mesmo interessa isso.

Um belo dia, abandonamos todos os bandos, revolucionários ou não, e começamos a criar filhos, plantar árvores e escrever livros. Começamos, ser percerber, a percorrer um longo caminho para o futuro em busca da fartura e da simplicidade do passado, onde tão pouco nos bastava e satisfazia.

E nesse caminho de volta, de retorno à terra, ao equilíbrio edênico, reaprendemos a arte de conhecer e conviver com novas pessoas, outros bandos de retirantes em busca de si mesmo, da sua paz interior, do seu eu cósmico. 

Clóvis Campêlo (Recife-PE)
http://cloviscampelo.blogspot.com

 
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Publicado por em dezembro 8, 2007 em Uncategorized

 

O Trapiche

Trapiches é o nome de nossa e-magazine e gerou bastante polêmica e controvérsias a respeito de sua significação e da carga semântica desse signo linguístico.

A partir da votação que escolheu do nome da revista no meio de outras sugestões tão boa quanto o próprio Trapiches, os Macabeus e Macabéas se interessaram por esse nome tão sonoro, mas tão pouco conhecido apesar da importância histórica no desenvolvimento da cultura brasileira.

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Frans Post

Esse Jerico em especial se tornou um dos ávidos pesquisadores de trapiches (warehouses).

Nos séculos XVI, XVII e XVIII, tempo em que os costados das embarcações eram chapadas e conseguiam adentrar canais que alimentavam as cidades costeiras como Recife, Salvador, São Luis, Santos, etc, não existiam portos como os que vemos hoje. Existiam um certo tipo de depósito que beirava esses canais e que proporcionavam um fácil escoamento das especiarias desembarcadas das naus que atravessavam o Atlântico para abastecer a colônia.

Esse quase armazem, tinha um pier de madeira pequeno (trapiche) que possibilitava o descarregamento. Trapiche acabou sendo a designação desses atracadouros com um armazém para embarque e desembarque de mercadorias. Dos trapiches, as mercadorias eram rapidamente escoadas para as feiras e mercados públicos, ou revendidos alí mesmo.

Em Recife ainda se encontra até hoje vestígios dos Trapiches e a pouco tempo foi encontrado uma ruína subterrânea do que era no século XVI a passagem de escoamento de um Trapiche.

No suntuoso castelo do Instituto Ricardo Brennand (um exagero, diga-se de passagem), vê-se a bela exposição “Frans Post e o Brasil Holandês“. Nessa exposição, que esteve em novembro em São Paulo, patrocinada pela FIESP, Post retratou em suas obras a realidade do Brasil colônia holandesa com toda a riqueza cultural que essa passagem histórica deixou como legado para o nordeste desse país. A Curadora Bia Correa de Lago foi muito feliz na organização e produção da mostra. Em mais de três obras de Post, percebemos com clareza como era o embarque e desembarque das naus na Ilha do Recife através dos trapiches e como era feito o comércio mercantil.

Abaixo o Macabéa mostra trapiches pelo Brasil:

1bairrodorecife_trapiche_marcferrez1875a.jpg fotos086b.jpg fotos086f.jpg fotos086c.jpg

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Publicado por em dezembro 8, 2007 em Uncategorized

 

ASSADOS E COZIDOS DENTRO DE UMA PANELA

O Macabéa foi feito para acolher gente antes de qualquer coisa. Sem gente a gente não faz nadica de nada. E o Macabéa é exigente porque quer gente da boa, da moléstia, retada, vacinada, sarada, sucumbida, visse!

Hoje temos no nosso grupo de Gestores, Macabeus de norte a sul desse país (dá uma olhada) e até no Reino Unido.

 Claro que não podemos deixar de mencionar alguns trabalhos grupais de seres d´outro planeta que dão uma pitada de pimenta malagueta a nossa prosa.

030lata1.jpgNA LATA DO POETA

Temos o prazer de contar no Projeto Macabéa com a participação quase que maciça do NA LATA DO POETA, projeto do meu mano Marcelo Ferrari, que mira sol e a cada mirada 030lata1.jpg030lata1.jpg030lata1.jpg030lata1.jpgfica mais doido do que já é. O cara conseguiu colocar numa lata loucos que garimpam e aprimoram a poesia contemporânea. Esse Jerico tem a honra de participar do grupo de discussão do Na Lata. São Lateiros: Tavinho Paes, Marcelo Ferrari, Paulo Castro, Môniquinha Montone, Estrela Leminski, Ulisses Tavares, Karla Jacobina, Zé Rodrix, Renato Silva, Rosane Coelho, Kleber Gutierrez, Sérgio Vaz, Alê Lima, André Diaz e Maria Cecília.

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029falopio.jpgVERSOS DE FALÓPIO

Karla Jacobina, com nobreza e propriedade que lhe são próprias, mandou bem na criação desse grupo feminista fundamentalista, ooops!… brincadeira! hehehe
São Falopianas as doidas: Karla Jacobina, Juliana Hollanda, Samantha Abreu, Flávia Trigo, Martha Galrão, Laís Mouriê, Gabriele Fidalgo e Sissy Virtuale. Uma mulher pra cada dia da semana!!! Nem macabeu dá conta. Só sei que as meninas arrebentam e mostram que tão afinadérrimas na lide com as letras. Dessas só Gabriele e Sissy AINDA não são Macabéas.

POETAS INDEPENDENTES

Esse movimento coordenado pelo querido Clóvis Campello com expoentes que não vou nem citar sob pena de deixar algum fera pra trás, me acolhe também em seu grupo, como acolhe diversos Macabeus, dentre eles o próprio Clóvis, Martha Galrão e Silvia Câmara e produz raízes sólidas dentro do Macabéa e muita inspiração. Os Poetas Independentes já produziram sua Antologia provando que todo artista tem seu lugar na praia e abre um espaço eclético, multidinâmico e alegre para a discussão poética em si.

André, o Jerico

 
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Publicado por em novembro 20, 2007 em Uncategorized

 

REVISTA TRAPICHES

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1) Trapiches é o primeiro produto do Projeto Macabea.

Trata-se de uma revista digital que tem como objetivo aglutinar novos criadores de todo o Brasil, o que inclui escritores, fotógrafos, artistas plásticos, jornalistas, etc.. Trapiches pretende, ainda, fazer uma cobertura cultural abrangente, que não se limita aos produtos culturais hegemônicos (livros, CDs e filmes), mas sim e sobretudo à manifestações culturais locais. Exemplos: aquela festa do divino, aquela casa de cultura que o prefeito prometeu e não saiu, aquele cinema que está morrendo, aquele bloco de carnaval que é histórico, aquele conjunto de casarões do tempo do café, aquela fazenda histórica, aquele poeta que nunca publicou ou ainda é desconhecido, etc, etc,…

 

2) Para que ganhe dinamismo, Trapiches terá 7 editorias principais que serão tocadas pelos coordenadores de suas respectivas áreas do Projeto Macabea. São as editorias e os

editores: 1) Literatura (Karla), 2) Artes Plásticas (Ale), 3)Reportagem (Afonso), 4) Acervo (Alan), 5) Produção (Jerico), 6) Foto  e Acervo (Renato), 7) Cybercultura e Cinema (Thiago). Me perdoem se esqueci alguém.

 

3) A edição final de Trapiches ficará sob meus cuidados e a arte gráfica será feita por Marco Vergotti e Alexandre.

Elaborarei junto com Bela linhas gerais de um Manual de Redação e de um Modo Trapiches de Fazer Reportagens para que  revista tenha unidade em seu conteúdo. Aviso  a quem não está acostumado com a área: texto de jornalismo não é texto artístico, é passível, de corte, reordenação, nova titulação, etc.

 

4) Da  proposta editorial. Como Trapiches significa “mercado” ou “armazém” teremos a criação gráfica baseada numa venda de interior, com seus chapéus, fumos e havaianas pendurados. As colunas terão nomes alusivos ao tema. São elas. Perfumaria (Poesia), Conservas (Crônicas),  Grãos (Contos), Cristais (artes visuais), Tapeçaria (artes plásticas), Lataria (Televisão), Boneca de pano (teatro), Secos e Molhados (música), Olho mágico (HQ e cinema). Posso ter esquecido alguma, mas é para vocês terem uma idéia.

 

5) Trapiches será uma revista quinzenal feita por duas equipes distintas de repórteres e colaboradores, ainda a ser definida.  Haverá sempre colaboradores de fora da equipe Macabéa e poderá haver gente já com projeção em seu meio.

 

6) Trapiches terá uma Blogoteca com blogs dos participantes de Macabea e blogs em destaque na net.

 

7) Trapiches terá entrevistas, matéria da quinzena e colunas e suas seções.

 

8) Cada nova edição terá uma capa, como revista impressa, para dar movimento ao site.

 

9) Além das edições referidas, Trapiches terá filiais. As mesas coordenadorias enviarão destaques da agenda cultural de capitais diversas. Como precisamos começar com uma estrutura enxuta, sugiro que sejam 4 a princípio: São Paulo, BH, Salvador e Porto Alegre.

 

10) Trapiches é destinada a um público a  partir de 25 anos, que se interessa por arte e cultura. Esse público não existe? Sai na rua e lamente a falta de uma revista de cultura abrangente pra ver como ele existe. Um exemplo de revista assim? A falecida Palavra, editada por Ziraldo em BH. Quem viu sabe muito bem como seria esse enfoque.

 

Bem, essas são as linhas gerais do projeto de Trapiches.

Mais uma vez perdão peã correria ou se esqueci de colocar algo. Dúvidas poderão ser sanadas na reunião de hoje.  Estou sempre aberto e à disposição para críticas e sugestões.

Gente, revista é projeto coletivo, não se acanhem.

 

Beijos e obrigado, Márcio Dal Rio – o prefeito.

 

Márcio Dal Rio Pinheiro

Jornalista

 
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Publicado por em novembro 16, 2007 em Uncategorized

 

1 Mês de Projeto Macabéa! Pouco tempo, tanto feito!

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regalos-aniversario.jpgregalos-aniversario.jpgregalos-aniversario.jpg

regalos-aniversario.jpgregalos-aniversario.jpgregalos-aniversario.jpgQuero dar os parabéns pelo nosso primeiro mês de vida. Nunca imaginei que pudéssemos produzir tanto em tão pouco tempo.

Nosso Projeto é bonito, engrandecedor, viável em todos os sentidos e extremamente sedutor, visto que hj recebemos a todo instante contatos de pessoas que querem entrar no grupo e de ARTISTAS colaboradores. Já somos uma familia, meio doida e fanfarrona (como já diria meu herói de plantão), mas competente, discernida e comprometida com a CAUSA.

Sim, temos uma CAUSA, uma bandeira, uma filosofia de trabalho, que ainda estamos burilando, cara e identidade própria. Somos Macabeus! É uma honra trabalhar com vcs!

Parabenizo todos os membros, parabenizo as coordenadorias e seus responsáveis, nossa diretoria administrativa, executiva e nossa Presidenta.

Foram excelentes as reuniões feitas e a de ontem feita pelo EDITOR CHEFE com a DIRETORIA DE CRIAÇÃO, DESIGN E PROGRAMAÇÃO, em especial, foi instigante e inspiradora. Parabéns ao Prefeito Márcio Dal Rio e a Marco Vergotti pela bela dicussão, propostas e auto-estabelecimento de metas (isso é importante!).

André, um Jerico

 
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Publicado por em novembro 13, 2007 em Uncategorized