RSS

Arquivo da categoria: poesia

TRAPICHES, O POEMA por Paulo DAuria

Abraço a todos!

Trapiches trapézios entre a terra e o mar, Linha de pescar trapizongas no cosmo, Cosmopolita zurrar, Zorra no cosmódromo, Pó de estrelas, Pó de arroz, Cais do caos.

 

Tra-pixote chupando picolé,

Cabloco coçando o pé,

Folk-lore,

Urbs-lore,

Urblore.

Piracema tra-pirética,

Pororoca tra-pirática à beira do ar,

À beira do espaço sider-all.

 

Atracadouro,

Atraca ouro,

Atraca all,

All q mia,

Que late,

Que ruge,

Q-bom,

Q-boa,

Q-suco,

Garapa no quilombo,

Batucada na congada,

Jegue na jangada,

Mula desempacada.

Balaio de mico-leão listrado, de gato, de cão vira-lata na raça.

 

Abracadabra,

Farol que surge tra-pichando mil mega píxels no muro das idéias, Ar-chote, xote, xaxado, Achado.

 

Armazém, arma-cem,

Dispensa indispensável,

Trampolim fígado e rins,

Swimming pool cérebro e vísceras,

Maníaco do parque com Jack the Ripper,

Brainstorming com Bram Stoker

Destrinchando,

Reliquidificando,

Canibalizando,

Regurgitando

Engenho e arte.

Caldeirada do diabo,

Botocuda na caruda,

Mungunzá com quiabo.

A canção que Maria oferece a João.

 

Colcha de retalhos,

Filha de Macabéa com Jerico,

Diga ao povo que fico.

 

Você já leu a Trapiches, nego?

Não?

Então lê!

 

Paulo DAuria

http://paulodauria.zip.net/

 
6 Comentários

Publicado por em dezembro 22, 2007 em poema, poesia, trapiches