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Arquivo da categoria: macabea

Sábado de Sol

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É flor, é fada, é sorriso e carinho. Palhaça, circense, mágica e pé no caminho. Alessandra é tudo isso, e muito mais. Origami, artesanato, mandalas, bijoux, faz pose e figurino! Dá asas à imaginação, e com sua varinha de condão, cria e dá vida a histórias, máscaras e fantoches. A criançada adora, e quando digo criançada, refiro-me a qualquer ser humano dos 0 aos 100 anos.

Seu brilho contagia e encanta. É musa, é dança, é música e palavras, melodia sem som. Arte na veia, na vida, no olhar. Pedagoga na formação, é luz e emoção. E por alguns instantes, viramos crianças novamente. Por suas mãos viramos flor, borboleta, beija-flor, palhaços, bailarinos e atriz. Fomos fadas, fomos felizes! E de Chaplin brincamos de modelo e de cantores. Pelo jardim perambulamos, entre flores e amores. Fomos lúdicos, dádivas de um sábado sem trágicas notícias, apenas um calor aconchegante com cheiro de chuva e testas molhadas de suor e de empolgação.

Guaraná, bolacha torradinha, aconchego no quintal e recepção calorosa. Ao fim, uma cerveja gelada, bom papo, e pé na estrada. Adeus aos cactus, à menina luz. Suculentas e flores de pedra, queremos mais shows! Mandamos um telegrama e você monta a criação, espalhando sorrisos de cara pintada e pé no chão.

Ana.

Ps. 1 – “Post-homenagem” à Alessandra Batista, do Cria.Ativos. Imperdível!
Ps. 2 – Foto: Patrícia Batista. Da esq. para a dir.: João Lenjob, Ana Letícia, Alessandra Batista e Alê Quites. Maquiagem: Alessandra Batista.

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Publicado por em fevereiro 25, 2008 em bh, entrevistas, macabea, Projeto Macabéa, Reunião

 

Macabeus do Sul de Minas visitam Itamoji

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Alan Marques e eu, André Jerico, visitamos no dia 29/12 a pequena e bela cidade de Itamoji para concluirmos a pesquisa e reportagem sobre as manifestações folclóricas afro-brasileiras no sudoeste mineiro. Matéria da Revista Trapiches, a Congada e o Moçambique têm a tradição fortalecida pelo empenho e senso cultural desse povo simples da região.

Fomos extremamente bem recebidos pelo Prefeito Osmair e sua esposa Elen, que fazem questão de prestigiar esse movimento cultural tão rico. O prefeito sente-se na obrigação de manter a tradição e consegue uma excelente organização do evento com participação de pessoas de todo canto.

Comemos muito (huummmmm) da farta refeição oferecida a todos num barracão da prefeitura e proseamos até com a velha guarda desse movimento. Simpáticamente várias entrevista foram cedidas e serão apresentadas na Trapiches. Por isso, o Projeto Macabéa agradece a todo povo de Itamogi pela acolhida calorosa e paciência.

André Jerico

 
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Publicado por em janeiro 4, 2008 em congada, Itamoji, macabea

 

Reunião Macabéa Paulista 03/12/2008

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A Macabéa paulista se reuniu novamente ontem para por a prosa e projetos em dia. Muita coisa é segredinho e não pode ser divulgado, contudo tem a arte-final pra galera nesse cartoon feito pelo Prefeito Márcio Dal Rio.

Da esq pra direita: Karla, Clayton, Dauria e o próprio

 
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Publicado por em janeiro 4, 2008 em ampa, cartoon, macabea, paulista, Reunião, sampa

 

Macabéa no Palácio das Artes em BH

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A turma do Macabéa BH, Lenjob, Alê Quites, Aninha e Milla Loureiro iniciaram em BH as entrevistas para as primeiras edições da Revista Trapiches do Projeto Macabéa, reunidos com o cantor Dandi, o violoncelista Demósthenes, a artesã Carol e a costureira Marli no café do Palácio das Artes.

 
 

2ª CONFERÊNCIA FÍSICA DO PROJETO MACABÉA em BH com macabeagás

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Alê Quites, Milla Loureiro, Ana Letícia e João Lenjob  

A 2ª CONFERÊNICA FÍSICA DO PROJETO MACABÉA, realizada em Belo Horizonte, dia 26/12 das 20:00h até a polícia chegar, foi sediada na casa da Alê Quites.

Estiveram presentes: a presidente Ana Letícia, Alê Quites, Gabriela Yu, João Lenjob e os colaboradores Milla Loureiro, Mariana Tibo e da jornalista Julia Guimarães.

Iniciamos a conversa meio a bombardeios de idéias, imagens, planejamento de metas, personagens, quebra de manuais de entrevistas, apresentando contatos de artistas regionais, lugares e grandes nomes da nossa cultura. Tudo temperado com vinhos, queijos, presunto e cigarro de palha. A turma do MacaBHea é boa de prosa e golo.

O João, figurinha rodada e conhecida de BH, em diálogo com a Julia e outros participantes, pode entrelaçar seus planos e desejos a realidade de produzir boas matérias. A Julia fez teatro no Palácio das Artes, é formada em jornalismo, trabalha no Jornal O Tempo e no Jornal da Pampulha, além de fazer algumas matérias para revistas. Ela conhece alguns dos profissionais que buscamos e até a idealizadora dos site MENINAS e se propôs ajudar-nos.

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Gabriela Yu, Alê, João e Mariana Tibo

Falamos da necessidade de unirmos forças e cabeças para produzirmos matérias completas, interessantes e à moda Trapiches.

A Yu falou da sua dificuldade em montar o site do Projeto, da sua preocupação com a identidade visual da revista e da necessidade de encontrarmos pessoas comprometidas com o desenvolvimento da revista virtual.

Ressaltamos que as matérias produzidas em Belo Horizonte, levarão em grande maioria, o nome de todos os membros de BH. Firmamos a necessidade de trabalharemos em conjunto para produzirmos matérias mais completas. Ex: Se falarmos do pastel de angú da Dona Dalva, um providencia as fotos, outros a entrevista aos clientes, outros a história da receita e assim por diante, etc.

Falamos da eliminação de barreiras entre literatura e artes e da necessidade de trabalharmos temas regionais e nacionais, em todos os campos permissíveis da arte.

Trocamos idéias sobre as complicações encontradas nas reuniões via MSN, mas buscamos centrar nosso encontro na produção e na troca de conhecimentos. Os membros de “MacaBHea”, em maioria, foram unidos pelo Projeto Macabéa e até a conferência física, muitos só se conheciam via internet. Lamentamos a ausência da Lais(O João e a Ana conheceram-na pessoalmente em um bar no sábado passado).

As entrevistas aos artistas colaboradores terão início na próxima semana e as pesquisas e contatos já iniciaram.

Por Alê Quites

 
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Publicado por em janeiro 2, 2008 em bh, conferencia, macabea, trapiches

 

LANÇAMENTO DE BRUNO BRUM NO SUL DE MINAS É O PRIMEIRO EVENTO DO PROJETO MACABÉA

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Artista de Belo Horizonte, Bruno Brum, sobrinho do nosso macabeu Alan Marques , virá a Monte Santo de Minas-MG para o lançamento de seu livro, que será o primeiro evento realizado pelo Projeto Macabéa. Monte Santo é onde esse Jerico reside, onde foi arquitetado e elaborado todo o Projeto Macabéa.

Bruno diz no blog-release do livro (http://cada07.blogspot.com/):

Publicado em novembro de 2007, Cada é meu segundo livro. São ao todo trinta poemas, nos quais procurei explorar mais a fundo as possibilidades do verso: música, imagem, pensamento. Um livro em que o elemento ritmo assume fundamental importância. Também assino o projeto gráfico, que conta com ilustrações elaboradas a partir dos desenhos do anatomista espanhol Juan Valverde de Amusco (1525-1564) e tipografia neo-humanista desenhada por Hermann Zapf, compondo um conceito visual pautado pela tensão entre o que se atualiza e o que se repete, entre continuidade e ruptura: Cada. O livro foi editado em parceria com o LIRA (Laboratório Interartes Ricardo Aleixo), uma incubadora de projetos artísticos e culturais que, além da atuação editorial, também concentra as atividades didáticas, de pesquisa e criação de seu idealizador.

Ana Elisa Ribeiro, publicou isso no Caderno Pensar no jornal ESTADO DE MINAS:

Biscoitos finos de Bruno Brum

[Texto publicado no dia 01/12/2007,

no Caderno Pensar, do jornal Estado de Minas]

por Ana Elisa Ribeiro
 

Bruno Brum nasceu em Belo Horizonte, bem no começo da década de 1980. Essa é uma das razões pelas quais ele pode ser considerado representante de uma geração de poetas novos. Não apenas jovens e nem apenas genuinamente belo-horizontinos, mas experimentadores das facilidades digitais e leitores de umas tantas safras de outros poetas. Bruno Brum é novo não apenas porque conta poucas décadas de idade, mas principalmente porque consegue renovar, com sutileza e eficácia, a poesia feita em Minas.
Há poucos dias, um grupo de escritores discutia quem são os novos (e jovens) romancistas mineiros. A questão é embaraçosa até para os bem informados plantonistas da cena literária. Se existir algum, dizia a atrevida roteirista, ainda não conheci. Quando se perguntavam por uma nova geração, certamente queriam dizer representantes que passaram os anos 1990 às voltas com computadores e literatura. Já o caso da poesia é bem outro. Há não apenas poetas revigoradores, mas também agitadores de um cenário até bem pouco acostumado aos mesmos nomes.
Mesmo entre os mais jovens, Bruno Brum desafina o coro e cria timbres muito particulares. O poeta faz o mais difícil de tudo: escrever de forma personalíssima a ponto de um texto seu poder ser reconhecido como só seu. Não apenas atravessado pela referência honrosa de fulano ou sicrano; nem porque tem este ou aquele acorde do poeta mais lido das suas prateleiras, mas porque já conseguiu, ainda no segundo livro, deixar no papel pistas inequívocas de sua autoria.
No primeiro livro, Mínima idéia, Bruno Brum brinca, talvez, mais com as imagens do que propriamente com as palavras. Autor dos textos e do projeto gráfico, conseguiu como resultado um livro cheio de detalhes tipográficos e arranjos de páginas. Naquela experiência de leitura, era possível arriscar que Bruno tivesse lido demais os concretistas de São Paulo ou escrito seus poemas todos à sombra de algum poeta meio artista gráfico. E são muitos, e talentosos. Mas neste Cada, que Bruno lança pelo selo Lira, o Laboratório Interartes Ricardo Aleixo, os poemas estão mais espaçosos do que os jogos de diagramação.

É comum encontrar uma página inteira dedicada a uma estrofe, quase um haikai, não fosse o jeito insolente dos versos. Para ter alguma mínima idéia da amplitude da poesia de Brum, as epígrafes vão de Chacal a Horácio, necessariamente nessa ordem. A seleção de textos e a seqüência em que eles estão dispostos não deixam dúvidas: trata-se de um livro editado, não apenas de um amontoado de liras sobrepostas, à espera de qualquer efeito de sentido.
Ímãs
Não há partes ou capítulos. Os poemas vêm meio avoados, parecendo colados com ímãs. Os primeiros versos são quase cálculos: “Da esquerda para a direita/ o primeiro está entre/ o zero e o um”, bem ao modo booleano de quem trabalha com editoração eletrônica. Mas os zeros e uns de Bruno Brum são sempre positivos. A pequena série “Os ursinhos cabulosos” merece menção especial. Não se parece com mais nada. Rebeca, a lesma lésbica, é narrada por um eu lírico lesmoliso. “Pensombra” é imagem sem precisar brincar com fontes e cores: “sempre que reparo/ minha sombra/ me ultrapassa/ se amarrota/ no entanto/ se a assopro”. Não resta dúvida de que o poeta faz galhofa até com a própria sombra. E se finge de triste, vez ou outra, como se numa levada levemente Pessoa: “Onde você estava no dia onze de agosto de mil/ novecentos e trinta e quatro?”. Será que ele quer mesmo resposta? Ou é poeta à procura da provocação?
Em 48 páginas, em formato quase de bolso, Bruno Brum deixa a “mínima idéia” no passado e faz de Cada um belo mostruário de poemas inteligentes, biscoitos finos de fato, sem ambigüidade.

[Ana Elisa Ribeiro é poeta e professora do Cefet-MG. Publicou Poesinha (1997) e Perversa (2003). É cronista do site Digestivo Cultural]
 

Aproveite pra conhecer além da bela obra de Bruno, o carnaval dessa gostosa cidade do sudoeste mineiro, conhecer também a raiz do Projeto Macabéa.

Conheça o SABOR GRAXA de Bruno!

Informações pelo e-mail andre@ideiadejerico.com
Fone: 35 9131.6777 ou 35 3591.4293 

Cada, 48 páginas, 12 x 18cm, brochura, em papel Pólen Bold (miolo) e Reciclato (capa).
Valor: R$15,00 (despesas de envio já incluídas).
Pedidos apenas pelo e-mail: bn.brum@gmail.com

 
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Publicado por em dezembro 17, 2007 em bruno brum, cada, evento, macabea