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O Trapiche

08 dez

Trapiches é o nome de nossa e-magazine e gerou bastante polêmica e controvérsias a respeito de sua significação e da carga semântica desse signo linguístico.

A partir da votação que escolheu do nome da revista no meio de outras sugestões tão boa quanto o próprio Trapiches, os Macabeus e Macabéas se interessaram por esse nome tão sonoro, mas tão pouco conhecido apesar da importância histórica no desenvolvimento da cultura brasileira.

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Frans Post

Esse Jerico em especial se tornou um dos ávidos pesquisadores de trapiches (warehouses).

Nos séculos XVI, XVII e XVIII, tempo em que os costados das embarcações eram chapadas e conseguiam adentrar canais que alimentavam as cidades costeiras como Recife, Salvador, São Luis, Santos, etc, não existiam portos como os que vemos hoje. Existiam um certo tipo de depósito que beirava esses canais e que proporcionavam um fácil escoamento das especiarias desembarcadas das naus que atravessavam o Atlântico para abastecer a colônia.

Esse quase armazem, tinha um pier de madeira pequeno (trapiche) que possibilitava o descarregamento. Trapiche acabou sendo a designação desses atracadouros com um armazém para embarque e desembarque de mercadorias. Dos trapiches, as mercadorias eram rapidamente escoadas para as feiras e mercados públicos, ou revendidos alí mesmo.

Em Recife ainda se encontra até hoje vestígios dos Trapiches e a pouco tempo foi encontrado uma ruína subterrânea do que era no século XVI a passagem de escoamento de um Trapiche.

No suntuoso castelo do Instituto Ricardo Brennand (um exagero, diga-se de passagem), vê-se a bela exposição “Frans Post e o Brasil Holandês“. Nessa exposição, que esteve em novembro em São Paulo, patrocinada pela FIESP, Post retratou em suas obras a realidade do Brasil colônia holandesa com toda a riqueza cultural que essa passagem histórica deixou como legado para o nordeste desse país. A Curadora Bia Correa de Lago foi muito feliz na organização e produção da mostra. Em mais de três obras de Post, percebemos com clareza como era o embarque e desembarque das naus na Ilha do Recife através dos trapiches e como era feito o comércio mercantil.

Abaixo o Macabéa mostra trapiches pelo Brasil:

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1 comentário

Publicado por em dezembro 8, 2007 em Uncategorized

 

Uma resposta para “O Trapiche

  1. Cackau Loureiro

    dezembro 27, 2007 at 2:10 pm

    Muito interessante a história, gostei de saber.

     

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